6 Teorias do Movimento pela Paz

6 Teorias do Movimento pela Paz

Quando a comunidade internacional foi confrontada com conflitos na Ásia, África e América Latina, movimentos de paz foram iniciados por comunidades de todo o mundo. Muitos autores descreveram que seis teorias tentam explicar por que os movimentos se originam e por que as pessoas participam deles.

6 Teorias do Movimento pela Paz

Fracasso do partido

Nas décadas de 60 e 70, o movimento estudantil abriu espaço político para toda uma série de novos movimentos de protesto.

Com a difusão da tecnologia e a interdependência global, os governos assumiram maior responsabilidade na regulação da conduta dos cidadãos. Além disso, as expectativas crescentes dos cidadãos forçaram novas exigências ao Estado, que respondeu com uma maior centralização.

Como resultado, os partidos políticos que estabelecem ligações entre os decisores políticos e os cidadãos falharam nas suas funções. É o fracasso das instituições políticas em produzir uma reacção generalizada contra a intromissão das funções do Estado.

Medo da Guerra

Durante a era da Guerra Fria, a corrida armamentista entre os EUA e a União Soviética atingiu o pico, e cada um tinha mais de 10.000 ogivas que podiam ser utilizadas com mísseis longos e intermediários.

Eles tinham energia nuclear suficiente para destruir o mundo muitas vezes.

Alguns estimavam que possuíam o equivalente a mais de um milhão de bombas, o tamanho da bomba nuclear que destruiu a cidade de Hiroshima (Japão) em 6 de agosto de 1945. O povo tinha plena consciência dos perigos da guerra nuclear, e o medo da guerra levou à mobilização de movimentos de paz nos países ocidentais.

Comportamento Coletivo

Os movimentos emergem das novas expectativas que se seguem às rápidas mudanças sociais. O comportamento coletivo consiste em esforços para restaurar estruturas sociais destruídas e criar uma nova.

O comportamento coletivo é a mobilização das pessoas com base na crença de que uma nova estrutura se adequará às novas condições e os participantes tentam atingir os objetivos.

Mobilização de Recursos

A teoria da mobilização de recursos visa explicar como as organizações adquirem os recursos necessários para confrontar as autoridades e como esses recursos são mobilizados para efetuar mudanças sociais e políticas. A mobilização é um processo pelo qual os recursos ficam disponíveis para um movimento.

Processo político

A afirmação central desta teoria é que o que quer que um movimento faça, tem de estar no contexto do ambiente político que prevalece no momento.

As ações do movimento são filtradas pela atual estrutura de poder. Um movimento torna-se bem-sucedido se levar em conta os processos políticos no seu surgimento e na ação coletiva.

Teoria do Novo Movimento Social

A teoria dos movimentos sociais sublinha o facto de que os movimentos nunca funcionam no vácuo. A ação coletiva é construída pelas pessoas e acontece no âmbito das possibilidades.

Os movimentos estabelecem relações com outros stakeholders e, através dessas interações, produzem resultados. À luz destas teorias de movimentos participados por pessoas, são discutidos o conceito de pacifismo e o movimento dos que procuram a paz.