Ativos autoconstruídos

Ativos autoconstruídos

Ocasionalmente, as empresas constroem seus próprios ativos. Determinar o custo de tais máquinas e outros activos fixos pode ser um problema. Sem preço de compra ou preço de contrato, a empresa deve alocar custos e despesas para chegar ao custo do ativo autoconstruído.

Os materiais e a mão de obra direta utilizados na construção não representam problema. Uma empresa pode rastrear esses custos diretamente nas ordens de trabalho e de materiais relacionadas aos ativos fixos construídos.

Contudo, a atribuição de custos indiretos de produção cria problemas especiais. Esses custos indiretos, chamados de despesas gerais ou encargos, incluem energia, aquecimento, luz, seguros, impostos sobre a propriedade de edifícios e equipamentos fabris, mão de obra de supervisão fabril, depreciação de ativos fixos e suprimentos.

As empresas podem lidar com os custos indiretos de duas maneiras:

Não atribua despesas gerais fixas ao custo do ativo construído

O principal argumento para este tratamento é que os custos indiretos são geralmente de natureza fixa; não aumenta como resultado da construção de instalações ou equipamentos próprios. Esta abordagem pressupõe que a empresa terá os mesmos custos independentemente de construir ou não o ativo.

Portanto, cobrar uma parte dos custos indiretos do equipamento normalmente reduzirá as despesas correntes e, consequentemente, superestimará as receitas do período corrente.

Contudo, a empresa atribuiria ao custo do ativo construído custos indiretos variáveis que aumentam como resultado da construção.

Atribuir uma parte de todas as despesas gerais ao processo de construção

Esta abordagem, denominada abordagem de custeio total, é apropriada se se acreditar que custos associados a todos os produtos e ativos fabricados ou construídos.

Sob esta abordagem, uma empresa atribui uma parte de todas as despesas gerais ao processo de construção, como faria com a produção normal.

Os defensores dizem que a falha na alocação dos custos indiretos subestima o custo inicial do ativo e resulta em uma alocação futura imprecisa.

As empresas devem atribuir ao ativo uma parcela proporcional das despesas gerais fixas para determinar seu custo. As empresas utilizam este tratamento extensivamente porque muitas acreditam que resulta numa melhor correspondência entre custos e receitas.

Se as despesas gerais atribuídas resultarem no registo de custos de construção superiores aos custos que um produtor independente externo cobraria, a empresa deve registar as despesas gerais excedentárias como uma perda do período em vez de capitalizá-las.

Isto evita capitalizar o ativo acima do seu provável valor de mercado.